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Esquadrão Suicida e a ascensão da DC



A expectativa sobre o filme do Esquadrão Suicida era grande.  A premissa focada num supergrupo de vilões realizando missões “black ops” para o governo chamou a atenção do público. O grande hype surgido em torno da Arlequina, aliado à curiosidade sobre a nova encarnação do Coringa (agora interpretado por Jared Leto) aumentaram a curiosidade. E uma série de trailers muito bem produzidos ajudou a tornar o filme um dos mais esperados do ano. Agora, ao assisti-lo, posso dizer que o diretor David Ayer conseguiu entregar parte das expectativas geradas num filme divertido, mas irregular.

O filme possui três momentos bem pontuados e com tons bastante distintos: No primeiro, os personagens e a premissa são apresentados em ritmo de videoclipe. No segundo, a trama ganha contornos mais sérios enquanto se aprofunda um pouco mais na história de alguns personagens. Por fim, a terceira parte traz o tema “os heróis precisam salvar o mundo” – e com isso acaba dando aos protagonistas do filme (todos supervilões) contornos de mocinhos da história.

O grande mérito do filme está nas caracterizações dos personagens que ganharam mais destaque. O Pistoleiro de Will Smith e a Arlequina de Margot Robbie ganham a maior parte das atenções, como já era esperado, e estão muito bem caracterizados. Mas outros personagens como Magia, El Diablo e Amanda Waller também chamam a atenção positivamente. E Katana, Capitão Bumerangue e Crocodilo, apesar do menor destaque, também tem seus bons momentos. Os pontos negativos ficam para Rick Flagg – que não conseguiu ser carismático o bastante para se sobressair na trama, apesar de ser o mocinho de fato da história – e para o Coringa, que infelizmente não acertou o tom.

Arlequina, aliás, é o grande destaque do filme. Certamente em função da grande aceitação da personagem durante a divulgação do longa, a montagem final optou por dar o maior destaque possível a ela. Arlequina está sempre presente, e trazendo as atenções para si com algum comentário divertido. Margot Robbie acerta em cheio na interpretação da personagem. Ela está divertida, louca, inconsequente e patologicamente apaixonada pelo Coringa.

Harley

Se por um lado Esquadrão Suicida traz bons personagens, por outro peca no roteiro irregular. A história começa acertadamente apresentando o Esquadrão como um grupo de vilões obrigados a realizar missões para o governo, tendo com incentivo a possibilidade de redução de suas penas e um providencial nano explosivo que explodirá suas cabeças caso decidam debandar – tal qual acontece nos quadrinhos. Porém, se a expectativa seria ver os personagens agindo meio que a contragosto, com todos os conflitos que a situação poderia trazer, o roteiro opta pelo clichê e acaba por fazer com que os personagens apresentem um altruísmo inesperado e decidam agir como amigos e heróis após uma rápida conversa. E a ameaça no melhor estilo “precisamos salvar o mundo” reforça o clichê.

No fim ainda temos um filme divertido, que ganha o expectador pelos bons personagens e pelas cenas bacanas. E fica a expectativa de que a continuação (espero que haja uma!) possa vir mais redonda, pois os Esquadrão mostrou que tem potencial.

Por Wesley Samp, quadrinista


O Esquadrão Suicida foi o primeiro filme assistido pela equipe do Esquentamente e convidados, em parceria com o Cineflix, aqui em Brasília. E como eu já disse, foi só o primeiro. Todas as semanas são cinco ingressos para cinco convidados, e você não pode ficar de fora. O Wesley Samp foi assistir com a gente, e o resultado foi essa resenha que você leu. Faça já o seu cadastro e aguarde nosso e-mail. Quem sabe você não é o próximo a assistir com a gente?

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9 de agosto de 2016, por Sara Graziella

  • sapobrothers

    Adorei a resenha “bem-educada”. Numa época que filme de super herói que a gente tinha era Hulk encontra Thor num episódio da série de 2 horas ou uma mini-maratona de Batman do Adam West nas reprises da TV, não tem como não ficar empolgado em ver vilões do Batman fazendo bagunça.

    • Angelo Whosoever

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